Como montar um PDI: passo a passo para desenvolver colaboradores
11 setembro, 2026 • RH
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Um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) organiza os próximos passos de desenvolvimento de uma pessoa dentro da empresa. Ele ajuda a transformar objetivos profissionais em ações concretas, com competências a desenvolver, atividades de aprendizagem, prazos e indicadores de acompanhamento.
Para áreas de RH, T&D e lideranças, o PDI também pode conectar o desenvolvimento individual aos objetivos da organização. Quando essa conexão existe, o aprendizado deixa de ser uma ação isolada e passa a fazer parte da estratégia de desenvolvimento de pessoas.
Mas como montar um PDI que realmente seja utilizado no dia a dia?
O PDI é um plano estruturado para orientar o desenvolvimento profissional de um colaborador. Ele considera o momento atual da pessoa, seus objetivos de carreira e as competências necessárias para alcançar os próximos desafios.
Um bom plano não deve ser apenas uma lista de cursos. Ele precisa responder a três perguntas:
Por isso, o PDI pode combinar cursos, experiências práticas, projetos, mentorias, feedbacks, leituras, participação em comunidades e outras formas de aprendizagem.
Essa abordagem é especialmente importante em empresas que desejam fortalecer uma cultura de aprendizagem contínua. Afinal, nem toda competência se desenvolve apenas em uma sala de aula ou em um curso online.
O primeiro passo é entender as competências que o colaborador já possui e aquelas que ainda precisam ser desenvolvidas.
Esse diagnóstico pode considerar avaliações de desempenho, feedbacks, entrevistas com a liderança, autoavaliação e resultados alcançados.
O objetivo não é criar uma lista de pontos fracos. É identificar oportunidades de desenvolvimento que façam sentido para a pessoa e para a organização.
Depois do diagnóstico, estabeleça objetivos claros.
Em vez de escrever “melhorar a liderança”, por exemplo, o plano pode definir:
Desenvolver a capacidade de conduzir reuniões de feedback e acompanhar a evolução da equipe nos próximos três meses.
Um objetivo específico facilita o acompanhamento e permite avaliar se o desenvolvimento realmente aconteceu.
Com o objetivo definido, determine quais experiências podem ajudar o colaborador a desenvolver a competência.
Um PDI pode combinar:
A combinação entre conhecimento e prática é importante porque permite aplicar o que foi aprendido.
Todo PDI precisa de acompanhamento. Para isso, defina prazos e critérios que permitam perceber a evolução.
Por exemplo, se o objetivo é desenvolver uma competência de liderança, o indicador pode estar relacionado à aplicação de uma nova prática de gestão, à evolução de uma avaliação ou à realização de determinado projeto.
O indicador deve mostrar mudança de comportamento, aquisição de competência ou aplicação do conhecimento, e não apenas conclusão de um curso.
O PDI não deve ficar restrito ao colaborador ou ao RH. A liderança tem um papel importante para criar oportunidades reais de aplicação.
Reuniões periódicas de acompanhamento ajudam a identificar avanços, obstáculos e novas necessidades. Assim, o plano pode ser ajustado conforme a carreira e o contexto da empresa mudam.
Não. Embora estejam relacionados, eles cumprem funções diferentes.
O plano de carreira apresenta possibilidades de crescimento profissional e caminhos que o colaborador pode seguir. Já o PDI transforma parte desses objetivos em ações de desenvolvimento.
Por isso, os dois podem trabalhar juntos. Para entender melhor essa relação, confira o conteúdo da Edusense sobre como estruturar um plano de carreira dentro da organização.
Um dos desafios das empresas é evitar que o PDI se transforme em um documento que ninguém consulta depois da conversa de desempenho.
A aprendizagem corporativa pode ajudar justamente nessa conexão. Ao integrar os planos individuais às trilhas e conteúdos disponíveis, a empresa facilita o acesso às experiências necessárias para cada objetivo de desenvolvimento.
Essa estratégia também permite personalizar a jornada de aprendizagem de acordo com o perfil, a função e o momento de carreira de cada profissional.
A capacitação de funcionários ganha mais eficiência quando está relacionada a necessidades reais do negócio e das pessoas.
O Grupo Savegnago mostra como essa integração pode funcionar na prática.
Com mais de 13 mil colaboradores, a empresa criou a UniSave em parceria com a Edusense para estruturar sua estratégia de aprendizagem. As trilhas voltadas para lideranças foram conectadas aos Planos de Desenvolvimento Individual, aproximando o conteúdo aprendido dos desafios enfrentados pelos gestores.
A estratégia contribuiu para ampliar a participação na plataforma. Hoje, a UniSave já impactou 92% dos colaboradores e gerou mais de 50 mil certificados.
O Case da Savegnago mostra um ponto importante: o PDI ganha força quando deixa de ser apenas um documento e passa a orientar experiências concretas de aprendizagem.
Um PDI eficiente não é medido apenas pelo número de atividades concluídas. A empresa precisa observar se o desenvolvimento gerou mudanças reais.
Alguns indicadores que podem ajudar são:
O mais importante é conectar esses dados aos objetivos de desenvolvimento definidos no início da jornada.
Montar um PDI eficiente significa criar uma ponte entre carreira, aprendizagem e estratégia organizacional.
Quando a empresa entende as necessidades de cada profissional, oferece experiências adequadas e acompanha a evolução ao longo do tempo, o desenvolvimento deixa de acontecer de forma pontual.
Esse é o papel de uma estratégia de aprendizagem corporativa: criar condições para que as pessoas aprendam, apliquem o conhecimento e continuem evoluindo.
Na Edusense, a aprendizagem pode ser conectada à gestão de carreira, às necessidades do negócio e às diferentes jornadas de desenvolvimento, criando experiências mais personalizadas para cada profissional.
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